Tecnologia da Informação

A área da Tecnologia da Informação teve um crescimento expressivo nós últimos 10 anos dentro das empresas.

As empresas por fim entenderam a real necessidade em se investir em tecnologia e iniciaram uma valorização dos seus profissionais.

Embora isso não tenha sido generalizado, tenho sido valorizado por onde passei com bons salários.

Na área de desenvolvimento web realmente tem sido bem desafiador o tanto de gente que tem entrado, mas o que conta é o seu diferencial.

Não há o que se queixar quanto a isto nem para os meus colegas de equipe por onde passei.

Mas recentemente, parece que chegamos, após o pico de 2020 ao fim destas esticadas nós salários.

Mas será mesmo que é o fim da era promissora de salários na área da Tecnologia da Informação?

Vou colocar alguns pontos aqui para reflexão, ok?

Demissões em massa nas Startups e grandes empresas de tecnologia da informação

Tenho acompanhado no Twitter e no LinkedIn nas últimas semanas, diversas notícias sobre demissões em massa.

Dentre elas, o maior destaque são as Startups e principalmente às relacionadas à tecnologia da informação.

Vez ou outra, se não é diretamente de tecnologia, está fortemente consumindo tecnologia em seus core business.

É o caso do recente corte da empresa do Thiago Nigro, o Grupo Primo. Outro caso, o Quinto Andar e a Loft.

Todas elas em 2021 brilharam contratando pesado profissionais experimentes na área.

Eu mesmo cheguei a receber duas vezes proposta de pelo menos duas destas para o processo seletivo.

Mas fato é que, com a crise que vivemos atualmente e as incertezas no curto prazo, levam um grande ao mercado.

O que é hilário para empresas como o Grupo Primo, que prega o “investir quando há grande medo no mercado”.

Cada um sabe o que é melhor pra si, mas vejo que faltou e muito planejamento.

Alguém abriu a carteira, estava otimista e no meio do processo, viram que não era nada disso e fizeram o corte.

Minha única indignação é sobre a responsabilidade social perante estes profissionais, por trás de todos eles há famílias que dependem dos mesmos.

Mas não é o tema para este artigo, mas fica minha sincera indignação quanto a estes pseudo empreendedores.

Há um tempo, com a ascenção salarial que a área promete, muitos vendedores de curso de outras áreas estão vindo dar pitaco na área de tecnologia da informação.

O Grupo Primo é um deles. Admirava o trabalho dos mesmos, mas caíram no meu conceito depois dos 5k em 6 meses sem contexto algum.

É pura propaganda, cai quem quer. A realidade da área é outra e parece que ela bate a porta e vou te explicar o porquê.

A era do dinheiro abundante parece estar chegando ao fim, e vamos apertar os cintos

O mercado de trabalho de tempos em tempos tem estas correções, que está diretamente atrelada às economia.

O setor de tecnologia está diretamente ligado ao de serviços, e muitas vezes, não essenciais.

Por exemplo, modelos de negócio como bancos, são de extrema importância e utilidade.

Por outro lado, negócios como a Loft, Quinto Andar e outros, você consegue sobreviver sem e não são tão essenciais.

Ainda um agravante, estão diretamente ligados ao setor da construção civil, que passa por um momento ruim também.

Então, o dinheiro consequentemente irá encurtar e cortes são naturais (não deveriam ser).

Quem entrou, entrou. Quem não entrou, ainda é possível, mas a realidade é outra

Como toda janela de oportunidade, 2020/2021 foi uma ótima oportunidade para quem gostaria de ingressar na área.

Isto porque as empresas estavam iguais Testemunhas de Jeová atrás de pessoas para treinar.

Mas esta era vejo que chegou ao fim, principalmente agora em 2022.

Possivelmente as pessoas foram atraídas para a área devido aos salários e principalmente a flexibilidade do home office.

Não julgo, apenas colocando um fato, ok? Eu também penso da mesma forma, afinal trabalhar confortável e ganhando bem, quem não deseja?

Mas as coisas começaram a ficar mais estreitas. O mesmo ocorreu quando entrei na área em 1999/2000, em nós anos seguidos 2009 e 2015/2016.

Salários recuam, isto parte por necessidade do mercado e parte por safadeza das consultorias.

Sim, recebo diariamente propostas e vejo que o nível das vagas podem pagar mais, mas as consultorias geralmente seguram este budget pra ter mais margem.

E quem está na área, continua motivado mesmo com salários mais baixos?

Esta pergunta é interessante porque os anos irão passar, e provavelmente o reconhecimento salarial irá ficar mais complicado.

Mas mesmo assim ela é bem valida. Será que você que entrou nesta onda irá suportar ganhar menos por alguns anos?

Será que a migração compensou? E se ela foi repentina, muitas coisas ainda faltam em termos de aprendizado.

Continuaria a investir em educação ou formação, mesmo ganhando menos ou o mercado com a intenção de pagar menos?

Posso te dar uma visão da minha experiência sobre isto que é, não importa o momento e a remuneração.

O valor de um profissional não é apenas em salário e sim outros fatores somados.

Por exemplo, atualmente trabalho em um nicho de mercado muito específico e os desafios do projeto são infinamente mais interessantes do que o salário.

Então pesando todos os prós e contras, é muito mais vantajoso em termos de crescimento encarar o desafio.

Então, acredito que deva pesar os diversos pontos que mantém sua carreira, independente das crises, pois estas, sempre irão existir.

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